"...
- Talvez a vitória não seja satisfação suficiente para ele.
Guinevere balançou a cabeça.
- Eu o conheço mais do que você, Derfel. Conheço tão bem que posso descrevÊ-lo em uma só palavra.
Tentei pensar em que palavra seria. Corajoso? Certamente, mas isso deixava de lado a sua atenção e dedicação. Imaginei se dedicado seria uma palavra melhor, mas isso não descreveria sua inquietude. Bom? Ele certamente era bom, mas essa palavra simples obscurecia a raiva que poderia torná-lo imprevisível.
- Qual é a palavra, senhora?
- Solitário - disse Guinevere e me lembre de que Sagramor, na caverna de Mitra, havia usado exatamente essa palavra. - Ele é solitário, como eu. Então vamos lhe dar a vitória , e talvez ele não fique solitário de novo.
...
"
diálogo entre Derfel Cadarn e Guinevere,
CORNWELL, Bernard. Excalibur, As crônicas de Arthur vol.3. Rio de Janeiro: Record, 2010. p. 283
Essa é uma das inúmeras passagens pelas quais inexplicavelmente acho semelhanças entre a minha pessoa e o personagem foco da passagem (Arthur).